Qual a Importância da Oratória no Direito? parte 02
- Arcenio Ferreira
- 24 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
Oratória no Direito: Técnica, Tempo e Precisão
No cenário jurídico, a oratória transcende o "falar bem"; ela é a execução estratégica do pensamento. Para o advogado, dominar a palavra significa dominar o rito, o tempo e os termos que conferem autoridade à sua tese.
1. O Domínio dos Termos: O Equilíbrio Necessário
O vocabulário jurídico (o "juridiquês") deve ser usado como ferramenta de precisão, não como barreira.
Terminologia Técnica: O uso correto de termos como sub judice, venia, decisum , erga omnes ect, demonstra preparo e respeito ao rito.
Adaptabilidade: O bom advogado, deve ser preparar para ser um orador, sabe quando usar o rigor técnico (perante magistrados ou em outras situações) e quando traduzir conceitos complexos para uma linguagem acessível (Em audiências, Tribunal do Júri ou no atendimento ao cliente).
2. A Gestão do Tempo: O Cronômetro da Justiça
Saber o que dizer é tão importante quanto saber quanto tempo se tem para dizer. O desrespeito ao tempo sinaliza falta de organização e pode levar ao corte da palavra pelo magistrado.
Sustentação Oral (Tribunais): Geralmente limitada a 15 minutos. O advogado deve dividir esse tempo em:
Exórdio (1-2 min): Cumprimentos e síntese do caso.
Narração/Argumentação (10 min): O "coração" da tese, focando nos pontos que a peça escrita não esgotou.
Peroração (2-3 min): Conclusão enfática e pedido de provimento.
Audiências de Instrução: O tempo é mais dinâmico, mas a objetividade nas perguntas às testemunhas é crucial para não perder o foco do juiz.
Tribunal do Júri: Aqui o tempo é extenso (1h30 para acusação e defesa na fase inicial), exigindo fôlego e variação de ritmo para manter a atenção dos jurados.
3. Momentos de Fala e Etiqueta
O Direito é feito de silêncios e intervenções pontuais. Conhecer o momento certo de falar evita nulidades e conflitos desnecessários:
Pela Ordem: Interrupção legítima (prevista no Estatuto da OAB) para esclarecer equívocos sobre fatos ou documentos, ou para replicar acusação. Deve ser usada com parcimônia e absoluta polidez.
Interrogatórios: Saber o momento de calar para permitir que a prova seja produzida sem interferências que possam prejudicar a defesa ou acusação.
4. Pilares de um Discurso Eficaz
Ethos, Pathos e Logos: Construir credibilidade, conectar-se com a audiência e manter o rigor lógico.
Linguagem Não Verbal: Postura e contato visual reforçam a autoridade.
Domínio da Voz: Controle da respiração e entonação estratégica para destacar pontos cruciais.
Conclusão
A oratória jurídica é uma dança entre (a forma os termos, etiqueta) sem esquecer do espaço (tempo disponível). O advogado que domina o relógio e o dicionário jurídico não apenas fala, mas é efetivamente ouvido.
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